Brasileira Transpetro vai comprar mais aço da China
[ 2010-07-26
]
Estaleiro da Transpetro
São Paulo, Brasil, 26 Jul - A China venceu mais uma disputa feita pela Transpetro para o fornecimento de aço para a construção de navios no Brasil. Desta vez, foram 18,3 mil toneladas, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que prevê a construção de 49 navios até 2014.
O presidente da companhia, Sérgio Machado, diz que participaram da concorrência 15 siderúrgicas de oito países, inclusive do Brasil, mas que o preço chinês foi o mais competitivo.
Para tornar viável a construção das embarcações que irão ampliar a frota petroleira serão necessárias 680 mil toneladas de aço. Desse total, a companhia já fechou a compra de 150 mil toneladas, sendo que apenas um terço desse volume foi adquirido de siderúrgicas brasileiras. O restante veio da China, da Ucrânia e da Coreia do Sul.
Em palestra, num seminário sobre mineração e siderurgia, Machado anunciou que a empresa aumentou em 30 mil toneladas a necessidade de aço para os próximos anos. Com isso, subirá para 710 mil toneladas o volume de encomendas da empresa à indústria siderúrgica.
A expansão se deve ao Programa de Modernização e Expansão da Frota-Hidrovia, que prevê a construção de 20 empurradores e 80 barcaças para a hidrovia Tietê-Paraná.
Machado calcula que o projeto permitirá reduzir pela metade os custos de transporte e vai consumir cinco vezes menos combustível. O executivo informou que, até agosto, abre as propostas encaminhadas pelas siderúrgicas para as 30 mil toneladas a serem compradas pela empresa.
Segundo ele, até o fim do ano serão compradas mais 50 mil toneladas. A intenção é fechar entre agosto e setembro a primeira etapa dessa negociação, feita em lotes de 15 mil a 20 mil toneladas.
Ele argumentou ainda que a importação do produto se deve a preços mais competitivos oferecidos pelos concorrentes estrangeiros. A compra de aço tem sido feita a um custo US$ 700 por tonelada, segundo o presidente da Transpetro.
Machado disse esperar que as companhias nacionais possam começar a oferecer valores mais atraentes nas próximas concorrências. "Não posso fazer com que a indústria naval, que está começando, seja penalizada por um preço de aço mais caro", afirmou o executivo.
A Transpetro já fechou a compra de 150 mil toneladas de aço das 680 mil que serão necessárias para a construção das embarcações. Só um terço foi adquirido de siderúrgicas brasileiras. (Macauhub)